Entre o final de maio e os primeiros dias de junho vários países europeus sofreram enchentes por conta de chuvas torrenciais.

Segundo o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências (ERCC) da União Europeia, pelo menos 10 pessoas morreram na Alemanha, 3 na França, 2 na Romênia, 1 na Bélgica e 1 na Áustria.

Além das vítimas fatais, a Europa contabilizou dezenas de feridos e milhares de desabrigados ao longo de duas semanas.

Prejuízo bilionário na Europa
Prejuízo bilionário na Europa

Somente na França, mais de 20 mil cidadãos tiveram que deixar suas casas. O prejuízo estimado dos franceses com as cheias no Rio Sena e seus afluentes chega a 1 bilhão de euros (R$ 3,8 bilhões).

Quando eventos semelhantes ocorrem no Brasil, a mídia local costuma se dividir em duas explicações: “mudanças climáticas” e “falta de investimentos em infraestrutura” (de escoamento pluvial).

O fator IPCC

Mesmo com o mise-en-scène do pessoal do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), a teoria das mudanças climáticas provocadas pelo Homem é cientificamente frágil e tem alegações que chegam a ser infantis – como a elevação dos mares por derretimento das geleiras.

A ideia de que gelo derretendo faria subir o volume dos oceanos é rechaçada com um simples copo de água, alguns cubos de gelo e poucos minutos.

Mágica ou lógica?
Não transborda – mágica ou lógica?

Outro problema nas análises do IPCC é o fato de se basearem em medições que contemplam no máximo os últimos 200 anos da Terra.

Para um planeta cuja idade é estimada em 4,54 bilhões de anos, 200 anos corresponde a menos de 0,000005% de sua existência.

Antes do Homem

Muitas coisas já aconteceram na Terra. Já tivemos eras glaciais e já tivemos temperaturas elevadas insuportáveis.

Assim como também já tivemos muitos terremotos devastadores, erupções vulcânicas apocalípticas e inundações que cobriram áreas enormes.

E tudo isso antes da industrialização. Ou seja, antes do Homem produzir as coisas que hoje são atribuídas como interferência humana no clima.

"Aquecimento global": nevasca em plena Jerusalém em 2013
“Aquecimento global”: nevasca em plena Jerusalém em 2013

Ignorando os releases comprometidos do IPCC e as matérias deficientes da imprensa é possível compreender o que rege o clima no planeta. Em socorro a isso há inúmeros artigos científicos de climatologistas respeitados.

O professor Luiz Carlos Molion, por exemplo, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas, tem um artigo essencial chamado Desmistificando o Aquecimento Global.1

Merece uma leitura atenta. Para entender como uma ideia absolutamente boba conseguiu virar consenso – embora leigos nunca tenham parado para analisar a alegada lógica da coisa.

A segunda falácia

Jornalistas brasileiros não são apenas inocentes úteis do IPCC. Os mais sensacionalistas também gostam de explicar enchentes através da falta de investimento público em infraestrutura.

Esses jornalistas não podem ver uma rua alagada que começam a vociferar contra os administradores públicos. Não que gestores públicos não sejam incompetentes, mas faria bem às pessoas que falam em nome de veículos de comunicação terem um mínimo de noção de volume pluviométrico.

Falta de investimento público?
Enchente na França: falta de investimento público?

É só observar o que aconteceu na Europa. Investimento em infraestrutura é o que não falta por lá. Mesmo assim as inundações têm sido frequentes.

Uma questão de volume

Contra grandes volumes de chuva em curtos espaços de tempo não há investimento viável capaz de reduzir os efeitos disso. A humanidade pode apenas se adaptar a esses ciclos, já que eles vão ocorrer independente da vontade e/ou da interferência humanas.

Um estudo recente da NASA (agência espacial americana), divulgado em novembro de 2015, demonstrou que o volume de gelo na Antártida está aumentando, e não diminuindo.2 Isso contraria o principal instrumento de terrorismo usado pelo grupo de cientistas do IPCC.

NASA desmente principal argumento do IPCC
NASA desmente principal argumento do IPCC

Uma coisa é a poluição influir em ecossistemas e biodiversidades. Outra coisa é a suposição – cheia de inconsistências – de que a poluição também altera o clima do planeta.

A atmosfera tem suas próprias leis, que obedecem a ciclos e forças naturais muito além do Homem. Isso é assim desde antes do próprio Homem. E vai continuar sendo até que a Terra ou o Sol deixem de existir.

O que interfere?

Os oceanos representam em torno de 71% da superfície do nosso planeta. São eles que ditam o ritmo do clima, e não os 29% de continentes.

Dos 29% de continentes, qual é o percentual habitado? Na faixa habitada, o que corresponde a áreas urbanas que produzem poluentes?

Terra: 71% é água
Terra: 71% são oceanos

Percebe, Ivair, a insignificância do Homem para o clima do planeta?3

Fora isso, somente alterações na órbita da Terra e fenômenos específicos do Sol podem provocar mudanças climáticas efetivas. O resto é blefe de quem está lucrando com o profícuo negócio dos créditos de carbono.

Isso é outro circo que caiu como uma luva para a incompetência investigativa de boa parte da imprensa. A outra parte de jornalistas que teria capacidade de acabar com a farsa do IPCC parece mais ocupada com outros assuntos.

Enquanto isso, a cada vez que chove torrencialmente e rios transbordam aqui ou acolá, quem também acaba morrendo afogada é a imprensa.

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