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Redação

Meia Página é um blog de análise e crítica de mídia, editado na província de Porto Alegre por Marcelo Idiarte.

O que é jornalismo? Para quem trabalham os jornalistas? Existe imparcialidade na imprensa brasileira? Como é a distribuição da comunicação no Brasil? Quais indivíduos e famílias estão por trás dos grandes grupos de comunicação? Que interesses eles têm para defender? Qual a implicância da publicidade na notícia? A imprensa está sabendo se adaptar à internet? Existe algum exemplo positivo no setor? Que tipo de leitor/ouvinte/telespectador a mídia está formando? Qual o nível de conhecimento geral dos bacharéis em comunicação social? Que especializações eles fazem ao longo da carreira?

Por que a regulamentação da imprensa (que existe em vários países) não consegue avançar no Brasil? Por que os consumidores de notícia não evocam o Código de Defesa do Consumidor quando são enganados e manipulados por veículos de comunicação? Até que ponto a TV é a maior culpada pela letargia da opinião pública, que assume qualquer tipo de informação veiculada pela imprensa como 100% fidedigna ao fatos, 100% correta e 100% isenta? Por que a preguiça para ler textos longos afeta de forma decisiva a opinião pública? Por que os jornais confundem objetividade com superficialidade?

Por que estética é mais importante do que conteúdo na mídia televisiva? Por que o sensacionalismo ainda é largamente utilizado como recurso de comunicação? Por que os programas de rádio “adolesceram”, adotando linguagem e raciocínio juvenis? Por que jornalistas não conseguem mais separar aspectos profissionais de pessoais quando vão realizar entrevistas em rádio ou TV, invariavelmente assumindo papel de fãs ou algozes dos entrevistados? Por que as Redações não checam mais as informações que recebem em releases de assessorias de comunicação? Por que atualmente há tantos recursos tecnológicos para apuração de dados e as matérias estão saindo cada vez com mais erros e imprecisões?

Por que a imprensa que comercializa espaço publicitário para montadoras de automóveis publicarem seus recalls é a mesma imprensa que tem pouco interesse em investigar a origem de tantos defeitos de fábrica nos veículos produzidos por essas montadoras? Por que editorias de saúde de jornais e revistas são comedidas ao descrever em reportagens os malefícios dos refrigerantes – um produto que não há um nutricionista sério sequer no mundo que tenha coragem de recomendar o consumo? O que torna possível um ministro do Supremo Tribunal Federal acusar ao vivo outro ministro, da mesma egrégia casa, de ter “capangas no Mato Grosso” e nenhum jornalista se dignar a apurar essa história?

Para muitas dessas perguntas não há respostas simples e objetivas. Mas todas elas vão servir como faróis para tentar iluminar alguns leitores na escuridão sem fim do jornalismo brasileiro.

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